terça-feira, 20 de setembro de 2011

Como escolher um ortodontista?


Assim como é válido para a escolha de qualquer profissional de saúde, a escolha de um ortodontista é de grande importância para a obtenção de um bom resultado ao final do tratamento.
Existe uma oferta imensa de profissionais no mercado. Uns que prometem resultado milagrosos; outros, prometem tratamento totalmente sem desconforto; uns cobram entrada no aparelho, outros não a cobram, e outros até propagam que "só" cobram a pasta ortodontica! E dentre tantos, qual devo escolher? Sinceramente não existe o profissional correto e sim aquele com o qual nos identificamos, que nos inspira confiança, cujo currículo denota boa formação profissional, que seja digno da confianca de cuidar do nosso sorriso por tanto tempo e sim, (porque não!), cujo preço caiba no nosso bolso! Para facilitar sua escolha seguem aqui algumas dicas:

1- Confira a formação do seu ortodontista: para trabalhar com ortodontia é necessário que o dentista tenha, além da graduação em odontologia, pós graduação em ortodontia. A consulta a respeito dessa informacao pode ser feita através do site do Conselho Federal de Odontologia (www.cfo.org.br) . Além disso, é aconselhavel verifcar se o seu ortodontista possui um bom curriculo (
lattes.cnpq.br/). Por mais que o paciente não conheça muito de ortodontia, verificar se o profissional tem boa formação, pós graduação, frequenta cursos, congressos, etc, denota sua qualificação e preocupação em promover o melhor tratamento a seus pacientes.

2- Saiba se o profissional é atualizado: Tanto a medicina quanto a odontologia têm tido grandes evoluções nos últimos anos e saber se seu ortodontista está atualizado, por dentro das novas tendências e, portanto, pronto para lhe oferecer o que há de mais moderno na ortodontia também é de grande importância. Uma forma de verificar isso é checar se o profissional participa de alguma Associação de pós graduados em ortodontia (como, por exemplo, em âmbito nacional, da Associação Brasileira de Ortodontia ou, em âmbito regional da Sociedade de ortodontia de seu estado ou cidade (no RS, temos a SOGAOR, Sociedade Gaúcha de Ortodontia). Tais sociedades promovem constantemente congressos e cursos de capacitação destinados ao aperfeiçoamento de seus sócios. Ao nos cercarmos desses cuidados, conferimos a habilitação teórica do profissional que queremos contratar e quais sao os seus diferenciais técnicos para melhor conduzir nosso tratamento.

3- Simpatia e disponibilidade: Os tratamentos ortodônticos, em geral, duram mais de um ano. Serão vários meses convivendo com o mesmo profissional. Portanto, é importante se certificar de que trata-se de uma pessoa acessível às suas dúvidas, atencioso no trato ao paciente e sim, simpático. Não que a simpatia seja condição fundamental para escolher um profissional de saúde mas todos nós sabemos o quanto é bom ser tratado com cordialidade e respeito. Principalmente quando isso se dá na cadeira do dentista, momento em que quase todos ficamos apreensivos. Para verificar se há empatia entre você e seu futuro ortodontista, anote suas duvidas, agende uma consulta, questione, esclareça, enfim, somente vivenciando a situação, você o saberá!

4- Ambiente agradável X Atendimento personalizado: Infelizmente, tem crescido na odontologia a figura das grandes clinicas odontológicas, onde os pacientes são tratados como um número, um prontuário, uma boca a mais. Ao escolher seu ortodontista, verifique se ele tem um atendimento personalizado, se te conhece, se, ao ligar para esclarecer alguma duvida ele saberá quem você é, que tipo de aparelho usa, quais são as possíveis limitações do seu caso. Se o clima do consultório é agradável, se denota a preocupação com você como um ser humano como um todo, não apenas como uma "boca com dentes tortos".

4- Custo acessível: A questão de custos é sempre polêmica em saúde. Isso porque, ao contrário do que acontece na venda de produtos (televisão, computador, bens de consumo em geral), a venda de serviços de saúde não pode seguir os mesmos critérios de avaliação, pois leva em consideração uma gama bem mais ampla de critérios. Na compra de produtos é possível comparar o mesmo produto em lojas diferentes e comprá-lo na loja onde ele estiver mais barato. Ao "comprar" um serviço de saúde deve-se levar em consideração critérios muito mais amplos, como, por exemplo os citados nos itens anteriores, a localização do consultório, o custo da qualificação do profissional, o tipo de material que ele usa, o cuidado que ele tem com itens importantes como esterilização, limpeza, biossegurança, enfim, tudo que compõe o "produto" final. E esses critérios são subjetivos, ou seja, variam de acordo com a importância que VOCÊ dá a eles!
Portanto, ao consultar um ortodontista, leve em consideração os critérios que são mais importantes para você e pergunte-se se esses custos estão compatíveis com sua programação de gastos, se o profissional tem os requisitos que você procura e se, portanto, o "produto" vale a pena!

Acima de tudo, o tratamento ortodôntico deve ser encarado como um investimento. Ao se submeter a um tratamento ortodôntico investe-se em saúde, estética, melhora da mastigação e auto-estima. Portanto, antes de escolher o profissional que será responsável por lhe trazer todas essas melhorias o ideal é pesquisar, buscar informações, conversar com amigos que já se submeteram a tratamentos semelhantes, enfim, se certificar de que trata-se de um bom profissional.
Certamente, essa atenção especial na escolha de um bom ortodontista lhe renderá bons sorrisos no futuro!

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